Papa retoma Audiências Gerais no Vaticano nesta quarta
Da Redação, com Rádio Vaticano
O Papa Bento XVI retoma as audiências gerais, no Vaticano, nesta quarta-feira, 27.A última audiência geral do Papa no Vaticano foi no dia 2 de julho passado. Em seguida o Papa transferiu-se para a Residência Pontifícia de Verão, em Castelgandolfo, e durante as primeiras semanas foram canceladas as Catequeses e Ângelus. Depois de seu período de descanso na diocese de Bolzano-Bressanone, nordeste da Itália, o Santo Padre realizou duas audiências gerais, nos dias 13 e 20 deste mês, na Residência Apostólica de Castelgandolfo.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Igreja responde violência na Índia com caridade
Igreja responde violência na Índia com caridade, diz Cardeal Tauran
Da Redação, com Agências
A sala de imprensa do Vaticano divulgou um comunicado onde manifesta que "na seqüência das notícias trágicas que indiciam atos de violência contra a Igreja católica na Índia, a Santa Sé deseja exprimir a sua solidariedade com as Igrejas locais e as congregações religiosas envolvidas", manifestando-se contra "atos que atentam a dignidade, a liberdade, o compromisso com a paz civil e a coabitação".A Santa Sé apela que "com sentido de responsabilidade, a opressão termine e se construa um clima de diálogo e mútuo respeito".Na edição desta terça-feira, do "L'Osservatore Romano", o presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Cardeal Jean-Louis Tauran, afirmou que a Santa Sé tem a intenção de responder às violências anticristãs na Índia, com "a arma da caridade"."Não se pode negar, explica o cardeal, que os católicos estejam na mira dos fanáticos. E isso ocorre porque construímos escolas e orfanatos. Acusam-nos de proselitismo porque, de vez em quando, alguém se converte. Mas nós defendemos apenas a possibilidade de cumprir nosso dever de cristãos: ajudar os pobres e aqueles que passam graves necessidades"."Os fanáticos que nos atacam, argumenta o Cardeal Tauran, são aqueles que querem a Índia com uma só religião: o Hinduísmo. Obviamente, não podemos aceitar essa pretensão. Por isso responderemos à violência. E o faremos com a arma da caridade, combatendo as discriminações e instruindo as crianças, para dar a elas um futuro"."A Nunciatura Apostólica assim como o Episcopado do país, reafirma o cardeal, estão empenhados em fazer compreender que queremos apenas ajudar os mais humildes que, num sistema de castas, são os deserdados da sorte"."Tenho muito orgulho dos católicos da Índia _ declara o Cardeal Tauran _ porque convictos de sua opção, de viver em meio aos demais cidadãos e testemunhar o amor de Cristo pelos mais pobres, ainda que à custa da própria vida". Cinco pessoas morreram nesta terça-feira por causa da onda de violência perpetrada por fundamentalistas hinduístas contra os cristãos no Estado indiano de Orissa. Além disso, os extremistas atacaram igrejas, edifícios católicos e incendiaram um orfanato onde morreu uma jovem missionária de 22 anos.
Da Redação, com Agências
A sala de imprensa do Vaticano divulgou um comunicado onde manifesta que "na seqüência das notícias trágicas que indiciam atos de violência contra a Igreja católica na Índia, a Santa Sé deseja exprimir a sua solidariedade com as Igrejas locais e as congregações religiosas envolvidas", manifestando-se contra "atos que atentam a dignidade, a liberdade, o compromisso com a paz civil e a coabitação".A Santa Sé apela que "com sentido de responsabilidade, a opressão termine e se construa um clima de diálogo e mútuo respeito".Na edição desta terça-feira, do "L'Osservatore Romano", o presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Cardeal Jean-Louis Tauran, afirmou que a Santa Sé tem a intenção de responder às violências anticristãs na Índia, com "a arma da caridade"."Não se pode negar, explica o cardeal, que os católicos estejam na mira dos fanáticos. E isso ocorre porque construímos escolas e orfanatos. Acusam-nos de proselitismo porque, de vez em quando, alguém se converte. Mas nós defendemos apenas a possibilidade de cumprir nosso dever de cristãos: ajudar os pobres e aqueles que passam graves necessidades"."Os fanáticos que nos atacam, argumenta o Cardeal Tauran, são aqueles que querem a Índia com uma só religião: o Hinduísmo. Obviamente, não podemos aceitar essa pretensão. Por isso responderemos à violência. E o faremos com a arma da caridade, combatendo as discriminações e instruindo as crianças, para dar a elas um futuro"."A Nunciatura Apostólica assim como o Episcopado do país, reafirma o cardeal, estão empenhados em fazer compreender que queremos apenas ajudar os mais humildes que, num sistema de castas, são os deserdados da sorte"."Tenho muito orgulho dos católicos da Índia _ declara o Cardeal Tauran _ porque convictos de sua opção, de viver em meio aos demais cidadãos e testemunhar o amor de Cristo pelos mais pobres, ainda que à custa da própria vida". Cinco pessoas morreram nesta terça-feira por causa da onda de violência perpetrada por fundamentalistas hinduístas contra os cristãos no Estado indiano de Orissa. Além disso, os extremistas atacaram igrejas, edifícios católicos e incendiaram um orfanato onde morreu uma jovem missionária de 22 anos.
Selos e Imagens de São Paulo são expostos no Vaticano
Selos e Imagens de São Paulo são expostos no Vaticano
Rádio Vaticano
O Ano Paulino, que o mundo filatélico está celebrando desde o dia da sua abertura com carimbos e valores postais, será marcado, entre 28 de agosto e 14 de setembro, por uma exposição de selos sobre o Apóstolo dos Gentios e por uma coletânea de pequenas imagens do apóstolo na história da arte e na tradição religiosa popular.Promovida pela Associação Filatélica Terra Santa e pela Sociedade São Paulo, a exposição será montada na Sala Barbo da Basílica Papal de São Paulo Fora dos Muros, patrocinadora do evento. A exposição filatélica articula-se em diversas seções temáticas: a mais extensa é dedicada, naturalmente, a São Paulo. As outras vão da Palestina à Roma Antiga, da Bíblia à vida de Jesus, dos Apóstolos, dos papas que assumiram o nome de Paulo, aos Institutos religiosos que se inspiram em São Paulo.Os selos foram emitidos desde o fim do século XIX até os nossos dias, por nações de todos os continentes. Os mais representativos são do Estado da Cidade do Vaticano.As pequenas imagens que representam o Apóstolo são impressas com várias técnicas a partir do século XVIII, muitas por ocasiões especiais ou por instituições paulinas. Pelas visões surpreendentes que oferece, a exposição "não só ilumina o passado, o presente, a cultura, a religiosidade" sobre a figura de São Paulo, mas "fala também muitas línguas e é um espelho das nossas nações", como escreve o paulino, Padre Giancarlo Rocca, num volume bilingue, ítalo-inglês, de cerca de 100 páginas, no qual ilustra as obras apresentadas.
Rádio Vaticano
O Ano Paulino, que o mundo filatélico está celebrando desde o dia da sua abertura com carimbos e valores postais, será marcado, entre 28 de agosto e 14 de setembro, por uma exposição de selos sobre o Apóstolo dos Gentios e por uma coletânea de pequenas imagens do apóstolo na história da arte e na tradição religiosa popular.Promovida pela Associação Filatélica Terra Santa e pela Sociedade São Paulo, a exposição será montada na Sala Barbo da Basílica Papal de São Paulo Fora dos Muros, patrocinadora do evento. A exposição filatélica articula-se em diversas seções temáticas: a mais extensa é dedicada, naturalmente, a São Paulo. As outras vão da Palestina à Roma Antiga, da Bíblia à vida de Jesus, dos Apóstolos, dos papas que assumiram o nome de Paulo, aos Institutos religiosos que se inspiram em São Paulo.Os selos foram emitidos desde o fim do século XIX até os nossos dias, por nações de todos os continentes. Os mais representativos são do Estado da Cidade do Vaticano.As pequenas imagens que representam o Apóstolo são impressas com várias técnicas a partir do século XVIII, muitas por ocasiões especiais ou por instituições paulinas. Pelas visões surpreendentes que oferece, a exposição "não só ilumina o passado, o presente, a cultura, a religiosidade" sobre a figura de São Paulo, mas "fala também muitas línguas e é um espelho das nossas nações", como escreve o paulino, Padre Giancarlo Rocca, num volume bilingue, ítalo-inglês, de cerca de 100 páginas, no qual ilustra as obras apresentadas.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Evento marca jubileu da promulgação do Código de Direito Canônico
Evento marca jubileu da promulgação do Código de Direito Canônico
CNBB
O Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico, com sede do Rio de Janeiro, realiza, entre 2 e 5 de setembro, o Congresso Internacional Comemorativo do 25º aniversário de sua fundação e do jubileu de promulgação do Código de Direito Canônico. O congresso acontece no auditório do Colégio São Bento, no Centro do Rio. A missa de abertura será presidida pelo arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Eusébio Oscar Scheider.Entre os palestrantes estarão o núncio apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, que falará sobre "O ordenamento jurídico canônico a serviço da justiça na Igreja", o auditor do Tribunal Apostólico da Rota Romana e consultor da Congregação para as Causas dos Santos, Monsenhor Jair Ferreira Pena, que abordará "O Sacramento do Matrimônio numa sociedade secularizada" e o decano da Faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Universidade Santa Cruz e consultor do Conselho Pontifício para os Leigos, padre Luís Navarro, que falará sobre os "Direitos de Associações de fiéis" e sobre "Os movimentos eclesiais na Igreja". Também estarão presentes o reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Padre Jesus Hortal, que exporá sobre "A recepção do Código de Direito Canônico no Brasil", o bispo de Nova Iguaçu (RJ), Dom Rafael Llano Cifuentes, sobre "Direito Natural e Família”, o decano da Faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Universidade de Buenos Aires, Monsenhor Victor Pinto, sobre "Família, matrimônio e 'uniões de fato'".O consultor da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e a Sociedade de Vida Apostólica, Padre Andrés Gutiérrez Javier, falará sobre "A participação dos fiéis leigos e dos fiéis consagrados na missão da Igreja" e o decano da Faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Padre Michael Hilbert, que abordará "A relação entre a Pontifícia Universidade Gregoriana e o Instituto Superior de Direito de Canônico nos seus 25 anos de existência".
CNBB
O Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico, com sede do Rio de Janeiro, realiza, entre 2 e 5 de setembro, o Congresso Internacional Comemorativo do 25º aniversário de sua fundação e do jubileu de promulgação do Código de Direito Canônico. O congresso acontece no auditório do Colégio São Bento, no Centro do Rio. A missa de abertura será presidida pelo arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Eusébio Oscar Scheider.Entre os palestrantes estarão o núncio apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, que falará sobre "O ordenamento jurídico canônico a serviço da justiça na Igreja", o auditor do Tribunal Apostólico da Rota Romana e consultor da Congregação para as Causas dos Santos, Monsenhor Jair Ferreira Pena, que abordará "O Sacramento do Matrimônio numa sociedade secularizada" e o decano da Faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Universidade Santa Cruz e consultor do Conselho Pontifício para os Leigos, padre Luís Navarro, que falará sobre os "Direitos de Associações de fiéis" e sobre "Os movimentos eclesiais na Igreja". Também estarão presentes o reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Padre Jesus Hortal, que exporá sobre "A recepção do Código de Direito Canônico no Brasil", o bispo de Nova Iguaçu (RJ), Dom Rafael Llano Cifuentes, sobre "Direito Natural e Família”, o decano da Faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Universidade de Buenos Aires, Monsenhor Victor Pinto, sobre "Família, matrimônio e 'uniões de fato'".O consultor da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e a Sociedade de Vida Apostólica, Padre Andrés Gutiérrez Javier, falará sobre "A participação dos fiéis leigos e dos fiéis consagrados na missão da Igreja" e o decano da Faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Padre Michael Hilbert, que abordará "A relação entre a Pontifícia Universidade Gregoriana e o Instituto Superior de Direito de Canônico nos seus 25 anos de existência".
Conselho Mundial das Igrejas faz 60 anos
Conselho Mundial das Igrejas faz 60 anos
Rádio Vaticano
O Conselho Mundial das Igrejas completou, em 23 de agosto, 60 anos de história. A igreja de Nieuwe Kerk em Amsterdã, na Holanda, é o local oficial da fundação do Conselho. Em 1910, por ocasião da Conferência missionária de Edimburgo, diversas Igrejas, sobretudo protestantes, ressaltaram a necessidade de empreender um caminho comum para a unidade, a fim de eliminar "o escândalo das divisões" dos cristãos, como ficou recordado.Dois movimentos ecumênicos "Vida e ação" e "Fé e constituição", nascidos ambos na década de 20, formaram um único organismo e, em 1938, em Utrecht, uma comissão provisória colocou os fundamentos do futuro Conselho Mundial das Igrejas, cuja fundação sofreu um atraso de 10 anos pela eclosão da II Guerra Mundial. Hoje o Conselho Mundial das Igrejas compreende, além de uma representação católica, as Igrejas protestantes histórias, anglicanas, batistas, luteranas, metodistas, reformadas, a maioria das Igrejas ortodoxas e diversas Igrejas independentes. Por estatuto, a finalidade primária do organismo é "chamar uns aos outros, à unidade visível, numa única fé e numa única comunhão eucarística".A história do organismo ecumênico é marcada também, pela visita à sua sede de Genebra de dois papas, Paulo VI, a 10 de Junho de 1969, e João Paulo II, a 12 de Junho de 1984.
Rádio Vaticano
O Conselho Mundial das Igrejas completou, em 23 de agosto, 60 anos de história. A igreja de Nieuwe Kerk em Amsterdã, na Holanda, é o local oficial da fundação do Conselho. Em 1910, por ocasião da Conferência missionária de Edimburgo, diversas Igrejas, sobretudo protestantes, ressaltaram a necessidade de empreender um caminho comum para a unidade, a fim de eliminar "o escândalo das divisões" dos cristãos, como ficou recordado.Dois movimentos ecumênicos "Vida e ação" e "Fé e constituição", nascidos ambos na década de 20, formaram um único organismo e, em 1938, em Utrecht, uma comissão provisória colocou os fundamentos do futuro Conselho Mundial das Igrejas, cuja fundação sofreu um atraso de 10 anos pela eclosão da II Guerra Mundial. Hoje o Conselho Mundial das Igrejas compreende, além de uma representação católica, as Igrejas protestantes histórias, anglicanas, batistas, luteranas, metodistas, reformadas, a maioria das Igrejas ortodoxas e diversas Igrejas independentes. Por estatuto, a finalidade primária do organismo é "chamar uns aos outros, à unidade visível, numa única fé e numa única comunhão eucarística".A história do organismo ecumênico é marcada também, pela visita à sua sede de Genebra de dois papas, Paulo VI, a 10 de Junho de 1969, e João Paulo II, a 12 de Junho de 1984.
domingo, 24 de agosto de 2008
No Angelus dominical, Papa pede que se esconjure o retorno a contraposições nacionalistas.
No Angelus dominical, Papa pede que se esconjure o retorno a contraposições nacionalistas.
Que a Igreja nunca se identifique com uma nação ou uma cultura
Perante o preocupante “crescendo de tensão” que se regista na situação internacional, com uma “progressiva deterioração do clima de confiança e de colaboração entre as nações”, Bento XVI pede que, sem ceder ao pessimismo, se aprofunde “a consciência de estar irmanados num destino comum” e se rejeite a violência, reconhecendo antes “a força moral do direito”: foi nas palavras pronunciadas em Castelgandolfo, ao meio-dia, depois da recitação do Angelus dominical, que o Santo Padre exprimiu a sua preocupação pela crise nas relações internacionais, apontando alguns pontos a manter bem firmes e pedindo orações por esta intenção. O Papa pediu que “se esconjure o regresso a contraposições nacionalistas que noutras épocas históricas produziram consequências tão trágicas”, e que se ponha de lado “a tentação de enfrentar situações novas com velhos sistemas”.Na alocução antes das Ave Marias, Bento XVI evocou o Evangelho deste domingo, em que Jesus pergunta aos seus discípulos quem dizem as pessoas que ele é, e – depois – o que é que eles próprios dizem a esse propósito. “Em nome de todos, impetuosa e decididamente, Pedro toma a palavra para dizer: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.“Solene profissão de fé que desde então a Igreja continua a repetir. Também nós hoje queremos proclamar com íntima convicção: Sim, Jesus, Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo! Façamo-lo com a consciência de que é Cristo o verdadeiro tesouro pelo qual vale a pena sacrificar tudo: é Ele o amigo que nunca nos abandona, porque conhece as mais íntimas expectativas do nosso coração. Jesus é o Filho do Deus vivo, o Messias prometido, que veio à terra para oferecer à humanidade a salvação e para satisfazer a sede de vida e de amor. Como seria vantajoso para a humanidade acolher este anúncio que traz consigo a alegria e a paz!”O Papa comentou também as conhecidas palavras de Jesus, em resposta à profissão de fé do primeiro dos apóstolos: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas dos infernos não prevalecerão contra ela. A ti darei as chaves do reino dos céus”. “É a primeira vez que Jesus fala da Igreja, cuja missão corresponde ao grandioso projecto de Deus de reunir em Cristo, numa só família, toda a humanidade”.“A missão de Pedro, e dos seus sucessores, é precisamente servir esta unidade da única Igreja de Deus formada por judeus e pagãos; o seu indispensável ministério é fazer com que a Igreja nunca se identifique com uma só nação, uma só cultura, mas que seja a Igreja de todos os povos, para tornar presente entre os homens, marcados por múltiplas divisões e contrastes, a paz de Deus, a unidade de todos os que em Cristo se tornaram irmãs e irmãs: esta a missão particular do Papa, bispo de Roma e sucessor de Pedro.”“Perante a enorme responsabilidade desta tarefa”, advertindo “o empenho e importância do serviço à Igreja e ao mundo” que lhe foi confiado, o Papa pede aos fiéis que o apoiem com a oração.Foi depois da recitação do Angelus, que o Papa evocou o crescendo de tensão na situação internacional:“Temos que constatar amargamente o risco de uma deterioração progressiva daquele clima de confiança e de colaboração entre as Nações que deveriam precisamente caracterizar as suas relações”.Adverte-se bem a grande fadiga que a humanidade revela em “formar aquela consciência comum de ser família das Nações” (na expressão de João Paulo II, dirigindo-se à Assembleia geral da ONU).“Há que aprofundar a consciência de estarmos irmanados num mesmo destino – que em última análise é um destino transcendente – para esconjurar o regresso a contraposições nacionalistas que noutras épocas históricas produziram consequências tão trágicas”. Bento XVI observou que “os recentes acontecimentos enfraqueceram em muitos a confiança em que tais experiências ficassem definitivamente relegadas no passado”. Em todo o caso, logo acrescentou: “É preciso não ceder ao pessimismo!”“É preciso antes empenhar-se activamente para que se rejeite a tentação de enfrentar situações novas com velhos sistemas. Há que repudiar a violência! A força moral do direito, negociações équas e transparentes para dirimir as controvérsias, a partir daquelas ligadas à relação entre integridade territorial e autodeterminação dos povos, fidelidade à palavra dada, busca do bem comum: eis alguns dos caminhos a percorrer, com tenacidade e criatividade, para construir relações fecundas e sinceras e para assegurar às gerações presentes e futuras tempos de concórdia e de progresso moral e civil!”
Que a Igreja nunca se identifique com uma nação ou uma cultura
Perante o preocupante “crescendo de tensão” que se regista na situação internacional, com uma “progressiva deterioração do clima de confiança e de colaboração entre as nações”, Bento XVI pede que, sem ceder ao pessimismo, se aprofunde “a consciência de estar irmanados num destino comum” e se rejeite a violência, reconhecendo antes “a força moral do direito”: foi nas palavras pronunciadas em Castelgandolfo, ao meio-dia, depois da recitação do Angelus dominical, que o Santo Padre exprimiu a sua preocupação pela crise nas relações internacionais, apontando alguns pontos a manter bem firmes e pedindo orações por esta intenção. O Papa pediu que “se esconjure o regresso a contraposições nacionalistas que noutras épocas históricas produziram consequências tão trágicas”, e que se ponha de lado “a tentação de enfrentar situações novas com velhos sistemas”.Na alocução antes das Ave Marias, Bento XVI evocou o Evangelho deste domingo, em que Jesus pergunta aos seus discípulos quem dizem as pessoas que ele é, e – depois – o que é que eles próprios dizem a esse propósito. “Em nome de todos, impetuosa e decididamente, Pedro toma a palavra para dizer: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.“Solene profissão de fé que desde então a Igreja continua a repetir. Também nós hoje queremos proclamar com íntima convicção: Sim, Jesus, Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo! Façamo-lo com a consciência de que é Cristo o verdadeiro tesouro pelo qual vale a pena sacrificar tudo: é Ele o amigo que nunca nos abandona, porque conhece as mais íntimas expectativas do nosso coração. Jesus é o Filho do Deus vivo, o Messias prometido, que veio à terra para oferecer à humanidade a salvação e para satisfazer a sede de vida e de amor. Como seria vantajoso para a humanidade acolher este anúncio que traz consigo a alegria e a paz!”O Papa comentou também as conhecidas palavras de Jesus, em resposta à profissão de fé do primeiro dos apóstolos: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas dos infernos não prevalecerão contra ela. A ti darei as chaves do reino dos céus”. “É a primeira vez que Jesus fala da Igreja, cuja missão corresponde ao grandioso projecto de Deus de reunir em Cristo, numa só família, toda a humanidade”.“A missão de Pedro, e dos seus sucessores, é precisamente servir esta unidade da única Igreja de Deus formada por judeus e pagãos; o seu indispensável ministério é fazer com que a Igreja nunca se identifique com uma só nação, uma só cultura, mas que seja a Igreja de todos os povos, para tornar presente entre os homens, marcados por múltiplas divisões e contrastes, a paz de Deus, a unidade de todos os que em Cristo se tornaram irmãs e irmãs: esta a missão particular do Papa, bispo de Roma e sucessor de Pedro.”“Perante a enorme responsabilidade desta tarefa”, advertindo “o empenho e importância do serviço à Igreja e ao mundo” que lhe foi confiado, o Papa pede aos fiéis que o apoiem com a oração.Foi depois da recitação do Angelus, que o Papa evocou o crescendo de tensão na situação internacional:“Temos que constatar amargamente o risco de uma deterioração progressiva daquele clima de confiança e de colaboração entre as Nações que deveriam precisamente caracterizar as suas relações”.Adverte-se bem a grande fadiga que a humanidade revela em “formar aquela consciência comum de ser família das Nações” (na expressão de João Paulo II, dirigindo-se à Assembleia geral da ONU).“Há que aprofundar a consciência de estarmos irmanados num mesmo destino – que em última análise é um destino transcendente – para esconjurar o regresso a contraposições nacionalistas que noutras épocas históricas produziram consequências tão trágicas”. Bento XVI observou que “os recentes acontecimentos enfraqueceram em muitos a confiança em que tais experiências ficassem definitivamente relegadas no passado”. Em todo o caso, logo acrescentou: “É preciso não ceder ao pessimismo!”“É preciso antes empenhar-se activamente para que se rejeite a tentação de enfrentar situações novas com velhos sistemas. Há que repudiar a violência! A força moral do direito, negociações équas e transparentes para dirimir as controvérsias, a partir daquelas ligadas à relação entre integridade territorial e autodeterminação dos povos, fidelidade à palavra dada, busca do bem comum: eis alguns dos caminhos a percorrer, com tenacidade e criatividade, para construir relações fecundas e sinceras e para assegurar às gerações presentes e futuras tempos de concórdia e de progresso moral e civil!”
sábado, 23 de agosto de 2008
Papa envia ajuda às vítimas da guerra na Geórgia
Papa envia ajuda às vítimas da guerra na Geórgia
Um cheque de 125 mil dólares a favor da Cáritas da Geórgia foi enviado por Bento XVI às vítimas do conflito na Ossétia do Sul. Na carta que acompanhava o cheque, o Santo Padre explica que esta contribuição deve servir para que as palavras que pronunciou no Ângelus não sejam só palavras.O Papa fez dois apelos por ocasião da oração do Ângelus, em 10 e 17 de agosto passados. O primeiro pelo cessar do conflito na Ossétia, "também em nome da herança comum cristã", e o segundo "para que sejam aliviados com generosidade os graves sofrimentos dos prófugos, especialmente das mulheres e das crianças, a quem falta inclusive o necessário para sobreviver". Esses apelos causaram grande impressão na Geórgia."Em um país majoritariamente de religião ortodoxa, explica o administrador apostólico da Geórgia, Dom Pasotto, "causou grande impressão que o chefe da Igreja Católica se interessasse de maneira tão decidida pelo conflito em curso e que tivesse no coração a população georgiana e rezasse por ela".O conflito, iniciado em 7 de agosto passado na Ossétia do Sul, "gerou pânico entre a população, também em zonas não afetadas, como a capital, fazendo ressurgir de repente as dolorosas recordações do conflito de há 18 anos com Abcázia".Entretanto, Cáritas enviou a esta cidade um grande carregamento de bens porque a população está sem recursos. "Tanto o governo georgiano como o patriarcado ortodoxo", explica o prelado, "pediram ajuda à Igreja Católica. Estamos fazendo todo o possível, com um grande espírito de colaboração".Este mesmo espírito de colaboração moveu as Igrejas cristãs, junto com as comunidades muçulmana e judaica, a realizar dois apelos conjuntos pelo cessar-fogo e o envio de ajudas humanitárias."A população georgiana espera muito da comunidade internacional, pois tem medo de ficar sozinha. Este temor é compartilhado pelos responsáveis de Cáritas", afirma Dom Pasotto, "embora não faltam as ajudas internacionais, mas a situação de precariedade ameaça durar muito. Já se diz que as escolas não abrirão porque estão todas ocupadas pelos refugiados"."Neste sentido, é importante o papel dos meios de comunicação. É necessário que não se limitem a buscar o sensacionalismo, mas que trabalhem pelo bem, para ajudar os que sofrem, e que dêem a informação mais correta possível", concluiu.
Um cheque de 125 mil dólares a favor da Cáritas da Geórgia foi enviado por Bento XVI às vítimas do conflito na Ossétia do Sul. Na carta que acompanhava o cheque, o Santo Padre explica que esta contribuição deve servir para que as palavras que pronunciou no Ângelus não sejam só palavras.O Papa fez dois apelos por ocasião da oração do Ângelus, em 10 e 17 de agosto passados. O primeiro pelo cessar do conflito na Ossétia, "também em nome da herança comum cristã", e o segundo "para que sejam aliviados com generosidade os graves sofrimentos dos prófugos, especialmente das mulheres e das crianças, a quem falta inclusive o necessário para sobreviver". Esses apelos causaram grande impressão na Geórgia."Em um país majoritariamente de religião ortodoxa, explica o administrador apostólico da Geórgia, Dom Pasotto, "causou grande impressão que o chefe da Igreja Católica se interessasse de maneira tão decidida pelo conflito em curso e que tivesse no coração a população georgiana e rezasse por ela".O conflito, iniciado em 7 de agosto passado na Ossétia do Sul, "gerou pânico entre a população, também em zonas não afetadas, como a capital, fazendo ressurgir de repente as dolorosas recordações do conflito de há 18 anos com Abcázia".Entretanto, Cáritas enviou a esta cidade um grande carregamento de bens porque a população está sem recursos. "Tanto o governo georgiano como o patriarcado ortodoxo", explica o prelado, "pediram ajuda à Igreja Católica. Estamos fazendo todo o possível, com um grande espírito de colaboração".Este mesmo espírito de colaboração moveu as Igrejas cristãs, junto com as comunidades muçulmana e judaica, a realizar dois apelos conjuntos pelo cessar-fogo e o envio de ajudas humanitárias."A população georgiana espera muito da comunidade internacional, pois tem medo de ficar sozinha. Este temor é compartilhado pelos responsáveis de Cáritas", afirma Dom Pasotto, "embora não faltam as ajudas internacionais, mas a situação de precariedade ameaça durar muito. Já se diz que as escolas não abrirão porque estão todas ocupadas pelos refugiados"."Neste sentido, é importante o papel dos meios de comunicação. É necessário que não se limitem a buscar o sensacionalismo, mas que trabalhem pelo bem, para ajudar os que sofrem, e que dêem a informação mais correta possível", concluiu.
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