domingo, 2 de novembro de 2008

Bento XVI pede que cristãos imitem a Cristo, servindo ao próximo

Bento XVI pede que cristãos imitem a Cristo, servindo ao próximo

Da Redação, com Rádio Vaticano

PapanewsO Santo Padre o Papa Bento XVI, apresentou duas intenções especiais ao Apostolado da Oração para o mês de novembro: Uma geral e outra missionária.

Na intenção missionária, Bento XVI pede "que as comunidades cristãs da Ásia, contemplando o rosto de Cristo, saibam encontrar as vias mais convenientes para anunciá-lo, com plena fidelidade ao Evangelho, às populações daquele vasto Continente, rico em cultura e em antigas formas de espiritualidade".

Na intenção geral de oração que se inspira na solenidade de todos os santos, com a qual começa o mês de novembro, o Papa pede "para que o testemunho de amor oferecido pelos santos fortifique os cristãos na entrega a Deus e ao próximo, imitando Cristo, que veio para servir e não para ser servido".

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Participe com a Canção Nova do Reconhecimento Pontifício




No mesmo ano em que completou 30 anos de vida, a comunidade carismática católica Canção Nova tem mais um grande motivo para comemorar: será oficialmente reconhecida pela Santa Sé no dia 3 de novembro. O reconhecimento pontifício, que prevê a aprovação dos estatutos, eleva a Canção Nova à condição de Associação Internacional de Fiéis. No Brasil, das mais de 300 comunidades católicas, duas passam a contar com o reconhecimento do Papa: Canção Nova e Shalom, reconhecida no ano passado. Nosso estatuto é como um RG é a nossa identidade. Eu e um grande grupo da família Canção Nova estaremos indo hoje rumo a Roma para as festividades do nosso Reconhecimento, cada um de vocês irão conosco em nossas orações.
“Sermos reconhecidos pelo Sumo Pontífice como Associação Internacional de Fiéis não só nos fortalece, no sentido de sabermos que estamos no caminho certo, como nos permite levar o nosso carisma a outras partes do mundo, tão carentes de evangelização”, diz o Monsenhor Jonas Abib, fundador da comunidade.
Para o fundador da Canção Nova, o reconhecimento é prova de que a Comunidade faz parte do Ministério do Papa, trabalhando como apóstolos da Igreja. Isso é um sinal verde para nos expandirmos internacionalmente. Já temos casas de missão na Itália, Portugal, Estados Unidos, França e Terra Santa. Acabamos de enviar uma nova missão com sete pessoas para a Costa do Marfim e, em breve, mais um grupo de cinco missionários seguirá também para a Terra Santa. A vivacidade e a alegria com que o brasileiro realiza seu trabalho evangelizador encantam e ajudam a vencer obstáculos.

PROGRAMAÇÃO DAS FESTIVIDADES EM ROMA:
02 de novembro
Santa Missa presidida pelo Cardeal Dom Odilo Sherer,
Arcebispo de São Paulo
Horário: 15h00*
Local: Igreja Sant Andrea al Quirinale.

03 de novembro
Cerimônia Reconhecimento Pontifício.
Horário: 08h00*
Local: Sala Magna do Pontifício Conselho para os Leigos Santa Missa presidida pelo Cardeal Dom Stanislaw Rylko,
Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos
Horário: 14h00*
Local: Basílica de São João de Latrão.

04 de novembro
Santa Missa presidida pelo Cardeal Dom Cláudio Hummes,
Prefeito da Congregação para o Clero
Horário: 07h00*
Local: Basílica de São Paulo Fora dos Muros.
Show com missionários da Canção Nova
Horário: 18h00*
Local: Auditorium Conciliazione

05 de novembro
Catequese com Papa Bento XVI
Praça de São Pedro
Horário: 07h00*
Santa Missa presidida pelo Mons. Jonas Abib,
Fundador da Comunidade Canção Nova
Horário: 13h00*
Local: Basílica de Santa Maria Maior.

*Horário oficial de Brasília.
*Toda programação será transmitida pelo sistema Canção Nova de Comunicação.


Cristãos e judeus partilham mesmo testemunho do amor de Deus

Cristãos e judeus partilham mesmo testemunho do amor de Deus

Rádio Vaticano


Cristãos e judeus devem dar um testemunho comum do amor de Deus, num mundo freqüentemente marcado pela pobreza, pela violência e pela exploração: foi o que afirmou Bento XVI, encontrando-se, na manhã desta quinta-feira, com uma delegação da organização judaica "International Jewish Committee on Interreligious Consultations" (Comitê Judaico Internacional de Consultas Inter-religiosas), guiada pelo Rabino David Rosen.

O Papa sublinhou a crescente compreensão entre católicos e judeus, reiterando o "empenho da Igreja em favor da atuação dos princípios enunciados na declaração Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II", que "condena firmemente todas as formas de anti-semitismo".

"Os cristãos, hoje, estão sempre mais conscientes do patrimônio espiritual que compartilham com o povo da Torá, o povo escolhido por Deus, na sua inefável misericórdia, um patrimônio que convida a um maior apreço recíproco, ao respeito e ao amor", disse Bento XVI.

Superar as diferenças

Por outro lado, destacou o Santo Padre, "também os judeus são chamados a descobrir o que têm em comum" como todos aqueles que crêem no Senhor, "Deus de Israel", que se revelou através da sua Palavra que, como diz o Salmista, é luz do nosso caminho e nos doa uma nova vida.

"Essa Palavra nos exorta a dar testemunho da misericórdia, da verdade e do amor de Deus." Trata-se de "um serviço vital do nosso tempo, ameaçado pela perda daqueles valores espirituais e morais que garantem a dignidade humana, a solidariedade, a justiça e a paz", refletiu o Pontífice.

"No nosso mundo inquieto, tão freqüentemente marcado pela pobreza, pela violência e pela exploração, acrescentou o Santo Padre, o diálogo entre as culturas e as religiões deve ser visto, sempre mais, como um dever sagrado que grava sobre todos aqueles que estão empenhados na construção de um mundo digno do homem".

"A capacidade de aceitar-se e de respeitar-se mutuamente, e de dizer a verdade na caridade, é essencial para superar as diferenças, para prevenir as incompreensões e evitar conflitos inúteis", disse Bento XVI.

Diálogo com as comunidades judaicas

O Pontífice recordou os encontros mantidos, nos últimos meses, com comunidades judaicas, em New York, em Paris e no Vaticano, referindo-se a eles como encontros que refletem "os progressos das relações católico-judaicas".

Enfim, encorajou o Comitê Judaico Internacional de Consultas Inter-religiosas a prosseguir no seu "importante trabalho, com paciência e empenho renovado", até mesmo em vista do encontro, no próximo mês, em Budapeste, Hungria, com uma delegação da Comissão vaticana para as Relações Religiosas com o Judaísmo, com o objetivo de discutir sobre o tema "Religiões e sociedade civil hoje".

Por sua vez, na saudação que dirigiu ao Pontífice, o Rabino David Rosen, presidente do comitê, agradeceu à Santa Sé por seu empenho contra toda e qualquer forma de anti-semitismo. A seguir, manifestou sua satisfação pelos esclarecimentos relativos à modificação da oração pelos judeus, na liturgia da sexta-feira santa.

O rabino reiterou sua solicitação para que os estudiosos possam ter acesso, nos arquivos vaticanos, aos documentos relativos ao período nazi-fascista. E enfim, manifestou sua solidariedade aos cristãos da Índia, Iraque e sudeste asiático, pelas violências que têm sofrido nos últimos meses.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

"A cruz é o centro do centro do mistério cristão"

Papa: "A cruz é o centro do centro do mistério cristão"

Da Redação, com Rádio Vaticano


O Santo Padre o Papa Bento XVI, encontrou-se na manhã de hoje, 29, com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro durante a audiência geral de quarta-feira. Na sua catequese, o Papa continuou a falar sobre o Apóstolo Paulo, recordando que a experiência de Paulo no caminho de Damasco mudou totalmente a sua existência que ficou marcada pelo significado central da Cruz.

"Paulo", disse o Papa, "entendeu que Cristo morreu e ressuscitou por ele e por todos nós. A cruz tem um lugar especial na história da humanidade e é objeto contínuo da teologia paulina. Ela é escândalo e necessidade, onde parece reinar somente a dor e a fraqueza. Porém, é na cruz onde se encontra todo o poder do Amor infinito de Deus. A Cruz é o centro do centro do mistério cristão".

"Certamente a encarnação e a ressurreição", continuou Bento XVI, "são mistérios centrais do cristianismo, porém São Paulo vê na Cruz a manifestação mais eloqüente do Amor de Deus por todos nós. Para o Apóstolo, Cristo crucificado é sabedoria, porque manifesta verdadeiramente quem é Deus, e nos mostra o amor que salva o homem de maneira gratuita. Essa total gratuidade é a verdadeira sabedoria".

"Na segunda carta aos Coríntios, Paulo expressa em duas afirmações sua experiência sobre Cristo Crucificado. Em primeiro lugar, por causa dos nossos pecados Deus enviou seu filho para morrer por nós, expiando assim os nossos pecados. Em segundo lugar, Deus nos reconciliou consigo, sem nos atribuir culpas", destacou o Santo Padre.

"Nós fiéis podemos dizer com São Paulo", disse Bento XVI, "Quanto a mim, não pretendo jamais gloriar-me a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, por que o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo".

Ao final da Catequese, Bento XVI saudou a todos os peregrinos em suas respectivas línguas. Aos peregrinos de língua portuguesa o Papa disse: "A Catequese de hoje nos convida a considerar essa teologia da Cruz, sempre presente nas pessoas, e nela descobrir que o Espírito Santo sustenta nossas fraquezas e nos encoraja a aceitá-la com santa resignação. Aproveito para saudar a todos os peregrinos de Portugal e do Brasil que aqui vieram para rezar junto ao túmulo do Apóstolo Pedro. Que Deus vos abençoe!"

Bento XVI recorda 50 anos da eleição de João XXIII

Bento XVI recorda 50 anos da eleição de João XXIII

Da Redação, com Rádio Vaticano

ArquivoPapa João XXIII, o "A graça de Deus estava preparando um período de empenhos e promessas para a Igreja e para a sociedade". Foi o que disse o santo Padre o Papa Bento XVI, na celebração dirigida aos participantes da Missa celebrada pelo Cardeal secretário de Estado, Tarcísio Bertone, ontem 28, em comemoração dos 50 anos da eleição do bem-aventurado João XXIII, na Basílica de São Pedro.

Recordando o início do Pontificado do "Papa bom", como era chamado, Bento XVI destacou, que "a docilidade ao Espírito Santo de João XXIII, representou o terreno fértil para fazer germinar a concórdia, a esperança, a humildade e a paz, em prol do bem de toda a humanidade".

"Em particular", sublinhou o Papa, "um dom verdadeiramente especial, oferecido à Igreja com João XXIII, foi o Concílio Ecumênico Vaticano II, por ele convocado, preparado e iniciado. Todos nós estamos comprometidos a acolher de maneira adequada aquele dom, continuando a refletir sobre os seus ensinamentos e a aplicar na vida cotidiana as suas indicações"

"Em todo o seu Pontificado, o Papa João XXIII, indicou a fé em Cristo e a pertença à Igreja, mãe e mestra, como garantias de fecundo testemunho cristão no mundo. Assim, nas grandes contraposições do seu tempo, o Papa foi um homem e pastor de paz, que soube abrir no Oriente e no Ocidente inesperados horizontes de fraternidade entre os cristãos e de diálogo com todos", recordou Bento XVI.

"João Paulo II o proclamou bem-aventurado, reconhecendo que as marcas de sua santidade de pai e de pastor continuavam a resplandecer diante de toda a família humana", concluiu o Pontífice.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Cardeal Hummes participa de encontro internacional da RCC

Cardeal Hummes participa de encontro internacional da RCC

Rádio Vaticano


Está em andamento na cidade italiana de Assis o 2° Encontro Internacional dos Bispos interessados nas Comunidades da Renovação Carismática Católica, sobre o tema "Os carismas na vida da Igreja particular".

Hoje, 27, interveio o prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Cláudio Hummes, que falou sobre "O discernimento espiritual dos carismas na Igreja local com referência à renovação carismática católica".

Em sua palestra, Cardeal Hummes afirmou que o apóstolo Paulo nos indica o caminho para realizar o discernimento dos carismas especiais na Igreja. Quais são então, segundo o apóstolo, os critérios para reconhecer os carismas do Espírito Santo?

O primeiro critério, recordou o cardeal, é Jesus Cristo, ou seja, um carisma não seria legítimo se não fosse conforme à fé em Cristo.

O segundo critério é o bem comum, isto é, a destinação do carisma ao bem da comunidade. O apóstolo Paulo fala disso com muita ênfase e tenta demonstrar com exemplos claros quanto esse aspecto seja importante. O Cardeal Hummes advertiu que um carisma não é dado para honrar quem o recebe, para privilegiá-lo. "Não! Somente quando o carisma é usado para o bem comum alcança o seu fim legítimo e realiza a sua intenção originária, isto é, a intenção dada pelo Espírito."

Já o terceiro critério indicado pelo apóstolo é a caridade. Nos carismas, recordou o Cardeal, se demonstra que o "Espírito sopra onde quer". Já o quarto critério de discernimento é a unidade da comunidade eclesial. "Poderia-se dizer que a unidade na diversidade faz parte do terceiro critério, já que é fruto do amor. Os carismas, portanto, nunca podem ser fatores de desunião, de discórdia, de divisão na Igreja. Pelo contrário, mediante a caridade, que deve unir toda a comunidade com todos os seus membros, os carismas devem ser acolhidos na oração, com muita humildade, com espírito de comunhão com a comunidade e seus membros, com espírito de serviço aos outros, com disponibilidade, com ardor missionário e gratidão profunda", explicou.

Por fim, concluiu o cardeal, é importante acrescentar ainda que os carismas não são ordenados somente à vida interna da Igreja ou somente à santificação pessoal, mas são ordenados "à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo".

Além do Cardeal Hummes, do Brasil participa também o arcebispo de Palmas (TO), Dom Alberto Taveira Correa. O encontro encerra-se no dia 30.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Até que enfim alguém valoriza a família

Até que enfim alguém valoriza a família
Dr. Frei Antônio Moser
Teólogo

ArquivoDr. Frei Antônio MoserEm se tratando de família, a tônica é sempre a mesma: estaríamos diante de uma instituição falida. E há razões evidentes para se pensar nesses termos. Rareiam-se os casamentos que merecem este nome, aumenta o número dos divórcios; das mães solteiras, muitas delas ainda adolescentes, e das que abraçam uma "alternativa". Enfim, há sinais preocupantes no horizonte familiar.

Entretanto, este tipo de leitura, ainda que verdadeira, é parcial, e por isso mesmo inadequado. Há uma outra face na moeda. Como muito bem expressou o Documento de Aparecida, no ano passado, há muitas razões para se louvar a Deus também em relação à família. O que vem projetado na mídia também não passa de uma leitura unilateral.

Ademais, para quem desejar ter diante de si um diagnóstico mais fiel da realidade familiar, importa não esquecer o passado de nosso país. Se ao longo dos nossos 508 anos de história encontramos muitas luzes, também encontramos muitas sombras. Não é verdade que os Meios de Comunicação, em conjugação com alguns fatores mais recentes, são os únicos responsáveis pelo esfacelamento de muitas famílias. Nossa história e nossa cultura não podem ser deixadas de lado quando se quer fazer uma análise imparcial. Elas não são em nada edificantes em termos de sexualidade e famíliares.

Uma vez feitas estas observações, nas quais transparecem muitas sombras, apesar de alguma luz, é sempre consolador ouvir uma voz dissonante como esta: "A família virou sagrada". Este é o título de uma entrevista que Luc Ferry concedeu à Revista Veja de 22 de outubro último. Este filósofo francês, autor do best seller "Aprender a viver", lança uma nova obra com o significativo título "Famílias, amo vocês". E há muito a aprender desta entrevista de um filósofo.

Em primeiro lugar, o entrevistado ressalta que até mesmo o divórcio só se tornou possível quando a sociedade descobriu o casamento por amor, e não mais como resultante de acertos familiares ou quaisquer outras razões.

Em segundo lugar, o entrevistado acentua que, numa sociedade na qual se equipara progresso ao poder de compra, só se pode esperar insatisfação crescente, e nunca realização. Daí a necessidade de se buscar outro ideal tão sublime pelo qual se possa dar a vida.

E aqui aparece a surpresa. Embora possamos estranhar a concepção de "sagrado" encontrada no autor de "Famílias, amo vocês", vale a pena ler e refletir sobre estas frases. "A família é a única entidade realmente sagrada na sociedade moderna, aquela pela qual todos nós ocidentais, aceitaríamos morrer, se preciso..." ( Veja, op cit., 17s).