quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Ressurreição revela identidade autêntica de Cristo, diz Papa

Ressurreição revela identidade autêntica de Cristo, diz Papa

Da Redação, com Rádio Vaticano


Nesta quarta-feira, 5, o Santo Padre manteve seu habitual encontro com os fiéis na Praça São Pedro. Milhares de pessoas estavam presentes e ouviram a catequese do Papa, que se concentrou mais uma vez no apóstolo Paulo, neste ano em que celebramos os dois mil anos de nascimento.

Bento XVI explicou que em sua primeira carta aos Coríntios, São Paulo assinala a importância da ressurreição de Cristo para a nossa fé cristã. Somente com a Cruz, sem a ressurreição de Jesus, a vida cristã seria um absurdo. O mistério pascal consiste precisamente no fato que o Crucificado ressuscitou.

Aquele que morreu e nos revelou o imenso amor de Deus por nós está vivo e presente entre nós. Esta é a chave da cristologia paulina, que parte sempre deste mistério e a ele retorna. Ao anunciar Jesus Cristo, Paulo destaca particularmente que nós fomos justificados por sua morte e ressurreição.

Para o apóstolo, explicou o Papa, a ressurreição de Jesus foi um episódio realmente ocorrido na história, que teve testemunhas. Houve sinais precisos, não foi algo inventado. É justamente através dela que se revela definitivamente a autêntica identidade do Crucificado.

Efetivamente, a ressurreição manifesta plenamente a natureza divina que Ele sempre possuiu. Jesus ressuscitou para ser o Senhor dos vivos e dos mortos. O verdadeiro fiel, concluiu o Papa, obtém a salvação professando que Cristo é o Senhor e acreditando que Deus o ressuscitou dos mortos.

Bento XVI quer levar esperança ao povo africano

Bento XVI quer levar esperança ao povo africano

Rádio Vaticano


"Certamente a África, com seus graves problemas, está presente nas palavras e no coração do Papa, mas uma viagem sempre tem um significado fortíssimo de participação, de presença, de contato direto". Assim, Padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa, da RV e do CTV, comentou a visita do Papa a Camarões e Angola, em sua última edição de 'Octava Dies', semanário do Centro Televisivo Vaticano.

Bento XVI realizará sua primeira viagem ao continente em março próximo. Segundo Pe. Lombardi, o objetivo da visita é dar esperança a seus povos, que sofrem com a violência e a pobreza.

2009 será também o ano da Assembléia especial do Sínodo dos Bispos para a África, e a visita de Bento XVI terá um papel fundamental em sua preparação: toda a Igreja dirigirá seu olhar ao continente.

"João Paulo II, que havia dedicado à África uma atenção apaixonada – chegando a receber o apelido de 'João Paulo II, o africano' – não pôde voltar ao continente nos últimos anos de pontificado: suas últimas breves viagens se realizaram à Nigéria, em 98, e ao Egito e ao Sinai, em 2000".

"Todos temos em nossos olhos imagens dramáticas de conflitos e de pobreza, mas também uma extraordinária vitalidade daquele continente, que é preciso libertar, animar, sustentar e orientar, a fim de que os africanos possam construir a África com dignidade e esperança. Uma mensagem de esperança: é certamente isso que o papa Bento XVI levará à terra africana", afirmou Pe. Lombardi.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Vida eterna inicia quando nos abrimos ao mistério de Deus

Vida eterna inicia quando nos abrimos ao mistério de Deus

Ecclesia


Hoje, 3, o Papa Bento XVI presidiu Missa em sufrágio pelos cardeais e bispos falecidos nos últimos doze meses. Na cerimônia, celebrada na Basílica de São Pedro, o Santo Padre disse que "a vida eterna tem início na medida em que nos abrimos ao mistério de Deus e o acolhemos no meio de nós".

"Deus é a verdadeira sabedoria, que não envelhece, é a autêntica riqueza que não se deteriora, é a felicidade a que aspira profundamente o coração de cada homem", precisou Bento XVI, acrescentando que "a verdadeira vida, a vida eterna, começa já neste mundo".

A partir das leituras proclamadas na celebração, o Papa sublinhou "o contraste entre aquilo que surge ao olhar superficial dos homens e aquilo que vêem, pelo contrário, os olhos de Deus".

"O mundo considera que tem sorte quem vive muitos anos. Deus, mais do que a idade, considera a retidão do coração. O mundo dá crédito aos sábios e aos doutos, ao passo que Deus tem uma predileção especial pelos pequenos", prosseguiu.

Neste sentido, Bento XVI disse que "existem duas dimensões da realidade: uma mais profunda, verdadeira e eterna; a outra marcada pela finitude, pela provisoriedade, e pela aparência."

"Na realidade, a verdadeira vida, a vida eterna começa já neste mundo, embora na precariedade dos acontecimentos da história", apontou na sua homilia.

Inicia amanhã fórum católico-muçulmano no Vaticano

Inicia amanhã fórum católico-muçulmano no Vaticano

Rádio Vaticano


Amanhã e depois de amanhã, 4 e 5 de novembro, se realizará no Vaticano o Fórum católico-muçulmano que terá como tema "Amor de Deus, amor do próximo" e sub-temas: "Os fundamentos teológicos e espirituais" e "Dignidade humana e respeito recíproco".

Ao todo, 29 expoentes do mundo católico receberão 29 representantes do grupo de 138 líderes islâmicos que escreveram ao papa a carta "Uma palavra comum entre nós", em outubro de 2007. A delegação, com alto nível acadêmico e intelectual, é composta por sunitas e xiitas, e será encabeçada pelo príncipe da Jordânia, Ghazi bin Muhammad bin Talal.

Os trabalhos de terça e quarta-feira terão lugar no Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, cujo presidente, cardeal Jean-Louis Tauran, lidera a delegação vaticana.

Quinta-feira, dia 6, pela manhã, os participantes serão recebidos pelo papa. À tarde, está prevista uma sessão pública na Pontifícia Universidade Gregoriana, durante a qual um participante católico e um expoente muçulmano apresentarão a "declaração final" do Fórum.

Papa faz alerta contra "crenças supersticiosas e sincretismos"

Papa faz alerta contra "crenças supersticiosas e sincretismos"

Rádio Vaticano


O Papa Bento XVI insurgiu-se hoje, 2, contra as "crenças supersticiosas e sincretismos" que rodeiam a morte, falando durante o Ângelus recitado no dia dos fiéis defuntos.

Perante os milhares de pessoas presentes reunidas esta manhã na Praça de São Pedro, o Papa salientou a importância de que os cristãos vivam os defuntos uma relação com o olhar da fé.

"Hoje é também necessário evangelizar a realidade da morte e da vida eterna, realidades particularmente sujeitas a crenças supersticiosas e sincretismos, para que a verdade cristã não corra o perigo de misturar-se com mitologias de várias espécies", alertou.

Spe Salvi

O Papa aproveitou a celebração deste domingo para repetir algumas perguntas contidas na sua Encíclica sobre a esperança cristã: "Para nós, hoje, a fé cristã é também uma esperança que transforma e sustenta a nossa vida?".

"Os homens e as mulheres desta nossa época desejam ainda a vida eterna? Ou a tornou-se a existência terrena o seu único horizonte?", acrescentou.

Bento XVI disse, a respeito da vida eterna, que "não conhecemos de modo algum esta realidade, mas sentimo-nos atraídos por ela. Esta é uma esperança universal, comum aos homens de todos os tempos e lugares”.

A expressão vida eterna deseja dar um nome a esta expectativa irresistível, não uma sucessão sem fim, mas a imersão no oceano do amor infinito, no qual o tempo, o antes e o depois, já não existem, precisou, frisando que para os católicos se trata da "plenitude de vida e de alegria".

O Papa salientou ainda que a esperança cristã nunca é apenas individual, é sempre também esperança para os outros: "As nossas vidas estão profundamente ligadas umas às outras e o bem e o mal que cada um faz toca sempre também os outros. Assim, a oração de uma alma peregrina no mundo pode ajudar uma outra alma que se está a purificar depois da morte".

"É por isso que a Igreja nos convida a rezar pelos nossos queridos defuntos e a determo-nos em oração junto dos seus túmulos nos cemitérios", explicou.

domingo, 2 de novembro de 2008

Papa faz alerta contra "crenças supersticiosas e sincretismos"

Papa faz alerta contra "crenças supersticiosas e sincretismos"

Rádio Vaticano


O Papa Bento XVI insurgiu-se hoje, 2, contra as "crenças supersticiosas e sincretismos" que rodeiam a morte, falando durante o Ângelus recitado no dia dos fiéis defuntos.

Perante os milhares de pessoas presentes reunidas esta manhã na Praça de São Pedro, o Papa salientou a importância de que os cristãos vivam os defuntos uma relação com o olhar da fé.

"Hoje é também necessário evangelizar a realidade da morte e da vida eterna, realidades particularmente sujeitas a crenças supersticiosas e sincretismos, para que a verdade cristã não corra o perigo de misturar-se com mitologias de várias espécies", alertou.

Spe Salvi

O Papa aproveitou a celebração deste domingo para repetir algumas perguntas contidas na sua Encíclica sobre a esperança cristã: "Para nós, hoje, a fé cristã é também uma esperança que transforma e sustenta a nossa vida?".

"Os homens e as mulheres desta nossa época desejam ainda a vida eterna? Ou a tornou-se a existência terrena o seu único horizonte?", acrescentou.

Bento XVI disse, a respeito da vida eterna, que "não conhecemos de modo algum esta realidade, mas sentimo-nos atraídos por ela. Esta é uma esperança universal, comum aos homens de todos os tempos e lugares”.

A expressão vida eterna deseja dar um nome a esta expectativa irresistível, não uma sucessão sem fim, mas a imersão no oceano do amor infinito, no qual o tempo, o antes e o depois, já não existem, precisou, frisando que para os católicos se trata da "plenitude de vida e de alegria".

O Papa salientou ainda que a esperança cristã nunca é apenas individual, é sempre também esperança para os outros: "As nossas vidas estão profundamente ligadas umas às outras e o bem e o mal que cada um faz toca sempre também os outros. Assim, a oração de uma alma peregrina no mundo pode ajudar uma outra alma que se está a purificar depois da morte".

"É por isso que a Igreja nos convida a rezar pelos nossos queridos defuntos e a determo-nos em oração junto dos seus túmulos nos cemitérios", explicou.

Bento XVI pede que cristãos imitem a Cristo, servindo ao próximo

Bento XVI pede que cristãos imitem a Cristo, servindo ao próximo

Da Redação, com Rádio Vaticano

PapanewsO Santo Padre o Papa Bento XVI, apresentou duas intenções especiais ao Apostolado da Oração para o mês de novembro: Uma geral e outra missionária.

Na intenção missionária, Bento XVI pede "que as comunidades cristãs da Ásia, contemplando o rosto de Cristo, saibam encontrar as vias mais convenientes para anunciá-lo, com plena fidelidade ao Evangelho, às populações daquele vasto Continente, rico em cultura e em antigas formas de espiritualidade".

Na intenção geral de oração que se inspira na solenidade de todos os santos, com a qual começa o mês de novembro, o Papa pede "para que o testemunho de amor oferecido pelos santos fortifique os cristãos na entrega a Deus e ao próximo, imitando Cristo, que veio para servir e não para ser servido".